A cura e a Terra
Ao folhear as atualizações do Facebook de meus amigos que viviam na região, eu suspirei um profundo suspiro de frustração e lamento. Novamente!? Como poderia uma tempestade de mil anos acontecer a cada dois anos? Algo estava errado.
Ao folhear as atualizações do Facebook de meus amigos que viviam na região, eu suspirei um profundo suspiro de frustração e lamento. Novamente!? Como poderia uma tempestade de mil anos acontecer a cada dois anos? Algo estava errado.
Você se lembra das primeiras semanas de confinamento, da «grande pausa» quando quase não havia tráfego ou ruído humano? Dando um passeio por uma estrada normalmente movimentada, eu me sentia como se tivesse viajado no tempo para os dias em que não havia carros.
Entre 1 de setembro e 4 de outubro, igrejas ao redor do mundo estarão participando do Tempo da Criação. Nosso Diretor de Teologia, Dave Bookless, está no grupo de planejamento global há dois anos e aqui ele explica mais sobre o conceito e o tema deste ano, «Jubileu pela Terra: novos ritmos, novas esperanças».
Apesar da beleza ordenada e do cuidado carinhoso que se pode observar no cemitério em um dia ensolarado de outono e a recriação perfeita, tijolo por tijolo, de Ypres pré-guerra, senti ali uma atmosfera pesada e muito triste. Pareceu-me mais do que a memória coletiva… vai mais fundo. A própria natureza parece reagir aos horrores do derramamento de sangue e da guerra. Os cristãos bíblicos não devem surpreender-se com isso.
Vivemos um momento da História em que nossa maneira de viver se caracteriza por propaganda apelativa, consumo desenfreado e gasto excessivo – tudo com consequências catastróficas para as comunidades ecológicas das quais fazemos parte e das quais dependemos para nossa própria sobrevivência. No entanto, existe uma narrativa alternativa.
Juntamos nossa voz aos muitos milhares de pessoas que lamentam a perda de Eugene Peterson, um mestre e guia tão amado para tantos de nós na família A Rocha por todo o mundo.
A história está escrita nas paisagens do Vale de Bekaa no Líbano. Baalbek com suas magníficas ruínas romanas, os tells arredondados mais antigas, e longas cercas de arame farpado e tanques enferrujados. Para o bem ou para o mal, deixamos nossa marca na terra muito depois de termos ido embora. As pessoas podem dizer o que acreditamos sobre Deus a partir do que escrevemos na paisagem?
Quando falo em “teologia do plástico” não quero dizer teologia barata, descartável e brega! Quero refletir sobre a importância e o poder espiritual de algo que surgiu há tão pouco tempo na história da humanidade, e no entanto se tornou onipresente e do qual todos nós nos tornamos dependentes.
A maioria dos lugares que conhecemos ao redor do mundo têm testemunhado o que vem sendo chamado “a rarefação da vida”. A forma pela qual uma pessoa vivencia experiências como essas vai, naturalmente, depender de que tipo de pessoa ela é. A formação e a experiência que Miranda e eu temos é na área artística, e às vezes a nossa resposta a essas múltiplas perdas tem sido emocional e bastante pessoal.
No ano passado, dois de nós de A Rocha Internacional participámos da Reunião de Cúpula sobre “Otimismo na Conservação” em Londres. Fui com a mente aberta, mas preocupado de que este seria simplesmente tapar o sol com a peneira, agarrando-nos a pequenos sucessos em conservação contra uma maré esmagadora de desespero. Afinal, como ser otimista quando 58% da vida selvagem no mundo desapareceu durante a minha vida?