14 dezembro 2015 | Robert Sluka | 0 comentários

Cartão postal do Mediterrâneo

Da beleza das coisas visíveis formemos uma ideia de Aquele que é mais do que belo.

—Basílio de Cesaréia

Marine team in the Mediterranean

Imagine o seu dia perfeito na praia. Você pode ser ativo ou apenas ficar deitado tomando sol. Na sua imaginação, você se vê tendo que nadar em volta de sacos plásticos que flutuam, ou colocar a sua toalha longe de algum lixo de piquenique que as pessoas não recolheram? Duvido. Para nós no Reino Unido, o culpado muitas vezes é uma caixa de isopor com os restos de uma refeição de peixe e fritas que estraga aquele momento perfeito à beira-mar.

Estou escrevendo do sul da França, a escapada na praia ideal de muitas pessoas. Participamos de reuniões no Museu Oceanográfico em Mônaco, estivemos no auditório principal em Cannes e passamos muito tempo na água procurando aquilo que chamamos de «as coisas escondidas de Deus no oceano». Mesmo aqui, onde há consciência das questões ambientais e limpeza regular das praias, vimos plástico preso nos prados protegidos e ameaçados de Posidonia.

Isto apenas estraga para nós um dia agradável na praia ou um dia mergulhando? Ou há uma questão mais profunda de fé? Qual é a principal finalidade da beleza?

Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? Abismo chama abismo ao rugir das tuas cachoeiras; todas as tuas ondas e vagalhões se abateram sobre mim.

—Salmo 42:1–2, 7

O Salmo 42 exprime o nosso anseio por Deus visto em seu santuário e na sua criação. É, muitas vezes, quando experimentamos a beleza que esse anseio é satisfeito.

A Escritura nos mostra através dela que a beleza é um apontador para o Deus que é belo. A teóloga Dra. Jame Schaefer desenvolveu um modelo ou lente através da qual podemos olhar para a beleza no mundo. Primeiro encontrei isto em um livro que recomendo muito chamado God in the Lab (Deus no Laboratório). Inicialmente, podemos simplesmente apreciar a beleza para o nosso próprio prazer. Mas à medida em que o modelo progride, alcançamos o aspecto mais abstrato e espiritualmente profundo de intencionalmente refletir sobre a beleza de uma maneira que nos ajuda a compreender melhor e conhecer a Deus. Inúmeros escritores têm falado sobre o livro de Palavras de Deus e o Seu livro de Obras. Podemos usar essa ideia para nos ajudar a ver que quando interpretamos o que estamos vendo nas coisas que Deus fez com a Palavra de Deus em mãos, isto pode ser uma maneira imensamente significativa para aprofundar o nosso relacionamento com Deus.

Pense em uma experiência com o mundo natural que fez com que você tivesse um relacionamento mais profundo com Deus. Você a compartilharia conosco?

Bancewicz, Ruth. 2015. God in the Lab: How Science Enhances Faith. Monarch Books, Oxford, UK. 256pp. http://scienceandbelief.org/god-in-the-lab/

Tradução: Marina Hennies / Vinicius Gripp Ramos

Categorias: Cartões postais
Sobre Robert Sluka

Bob trabalha no ramo de preservação marinha há vinte anos. Seu foco está nas áreas protegidas marítimas e na ecologia de recifes de coral, assim como na pescaria de recifes de coral. Após sua pós-graduação a qual trabalhou na Flórida e no Caribe, Bob passou dez anos no sul da Ásia, principalmente na Índia e nas Ilhas Maldivas. Ele conheceu A Rocha quando se mudou para o Reino Unido em 2006 e tornou-se voluntário num projeto de restauração de zimbro em Chiltern Hills e em pesquisa marinha no País de Gales. Em 2010, ele ajudou a iniciar o trabalho de preservação marinha em Mwamba, o centro de estudo de campo de A Rocha Quênia. Ele vive em Oxford, no Reino Unido.

Veja todos os artigos de Robert Sluka

Deixe uma resposta